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Animais
Se tiver um animal de estimação com uma doença incurável e pretender que ele seja abatido como devo actuar?
Resposta: A Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo não procede ao abate de qualquer animal (particular) salvo aqueles que através da equipa de recolha sejam capturados como animais encontrados soltos ou vadios. Depois de depositados em canil, estando oito dias úteis em cativeiro, procede ao seu abate se entretanto não tiverem sido reclamados.
Para a reclamação de animais devem dirigir-se à Secção Administrativa; apresentando:
- documentos do animal-Boletim de vacinas e registo do animal;
- pagamento na secção de taxas e licenças;
- declaração do médico veterinário da autorização sanitária.
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Mapa de Ferreira do Alentejo (3.68 Mb)
Mapa do Concelho (814.97 Kb)
Região: Baixo Alentejo
Distrito: Beja
Freguesias: 6
(Alfundão, Canhestros, Ferreira do Alentejo, Figueira de Cavaleiros, Odivelas, Peroguarda)
Área Ocupada: 652,350 Km2
População: 9010 indivíduos
Densidade Populacional: 13,1 hab/km
Taxa de Natalidade H/M: 8.9 Permilagem
Taxa de Mortalidade H/M: 18.3 Permilagem
Taxa de Envelhecimento H/M: 194.8%
Capacidade de Alojamento dos Estabelecimentos Hoteleiros: 182 Lugares
Taxa de Ocupação dos Estabelecimentos Hoteleiros: 5.3%
Estada Média por Hóspede em Estabelecimentos Hoteleiros: 2/3 Noites
Sociedades Sedeadas: 196
Sociedades do Sector Primário: 25,0%
Sociedades do Sector Secundário: 12,8%
Sociedades do Sector Terciário: 62,2 %
Taxa de Desemprego H/M: 10.4%
Freguesia de Alfundão
Descrição
Área Total: 52.1 Km2
Densidade Populacional: 19,2 hab/km2
População: 998
Actividades Éconómicas: Agricultura, olivicultura e pecuária
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Conceição (Agosto)
Património: Ponte romana e calçada, igreja matriz, capela de S. Sebastião, antiga hospedaria e vestígios romanos
Outros Locais: Zona de caça associativa
Artesanato: Miniaturas em cortiça e madeira e sapataria
manual
Colectividades: Centro Cultural e Desportivo de Alfundão e Grupo Coral de Alfundão
Orago: Nossa Senhora da Conceição
Resenha Histórica
No extremo oriental de Ferreira do Alentejo, a freguesia de Alfundão delimita este concelho dos de Cuba e Beja.
É uma das mais antigas povoações do Alentejo. Parece ter sido
muito importante, inclusivamente, durante o período romano. Duas
inscrições dedicadas à deusa Fortuna são os vestígios mais esclarecidos
desse tempo da história de Alfundão. O próprio topónimo, ao contrário
do que se poderia pensar, não é de origem arábica mas sim latina. Está
relacionado com o nome próprio Fundana – importante família da época –
ao que os árabes acrescentaram a
palavra al.
Mesmo sem grandes confirmações documentais, o certo é que, por
volta do século XIII, Alfundão seria já um senhorio com jurisdição
própria. Em 1372, D. Fernando doou o seu termo a Diogo Afonso de
Carvalhal, período a partir do qual passou a ter, mesmo de forma
efémera, a categoria de vila. Como referia o Pe. Cardoso no século
XVIII, “afirma por tradição ser esta terra criada com o título de vila:
hoje é uma pobre aldeia”.
Actualmente, não diremos tanto. Apenas que é uma freguesia a visitar.
Com cerca de mil e duzentos habitantes, que na sua maioria se dedicam
ao sector primário.
Freguesia de Canhestros
Descrição
Área total: 68.1 Km2
Densidade Populacional: 7.9 hab/km2
População: 541
Actividades económicas: Agricultura, exploração de cortiça, pecuária, comércio e floricultura
Festas e Romarias: Santa Maria (15 de Agosto) e Nossa Senhora de Fátima (13 de Maio)
Património: Açude, capela de Nossa Senhora de Fátima, ponte estilo romano e calçada romana
Outros Locais: Pesca na ribeira de Canhestros, zona de caça turística e associativa e aldeia velha
Colectividades: Associação de Bem-Estar Social dos Reformados e Idosos de Canhestros
Orago: N.ª Sra. de Fátima
Resenha Histórica
A Freguesia de Canhestros, resultado da mais recente Divisão
Administrativa do Concelho de Ferreira do Alentejo, foi criada por
decreto Lei, a 1 de Fevereiro de 1988.
O seu povoamento fez-se em épocas muito recuadas, talvez no período
Miocénico, segundo alguns estudos realizados recentemente pela Câmara
Municipal de Ferreira do Alentejo, mas que no momento, não se encontram
ainda publicados.
Os romanos, à semelhança do verificado na generalidade do concelho onde
a freguesia está inserida, por aqui terão passado, deixando marcas
evidentes da nova civilização que transportaram até à Península
Ibérica, e que, no caso de Canhestros, tiveram lugar num período já bem
tardio. Para além de vestígios de uma velha calçada romana,
provavelmente, um dos muitos troços da via militar que, vinda de Beja
por Beringel, prosseguia depois para Alcácer do Sal por Porto de Rei,
foram postos a descoberto vários fragmentos de cerâmica comum, tegulae
e ímbrices. O povo romano, na região onde está inserida, teria usado
uma primeira fortaleza, um castro lusitano de povoamento, da transição
do período Neolítico para o Calcolítico, para nela construir um
importante Oppidum, o qual se constituíra como um importante centro
político e administrativo, denominado Singa. Nessa altura, dispondo de
todos os seus meios no sentido de imporem a sua presença nesta área,
aquele povo edificara a referida via militar, a qual passaria também
pela freguesia de Canhestros. Contudo, a então fortaleza de Singa,
ter-se-á visto ocupada e conquistada pelos godos, em princípios do
século V, muito embora a resistência dos seus habitantes se tivesse
feito notar. A comprovar o referido, foi-nos deixada uma memória, no
brasão do concelho, de uma mulher lusitana que, com um martelo em cada
mão, terá defendido, a porta do castelo. Nas ruínas da fortaleza de
Singa, conquistada pelos muçulmanos em 717, foi edificado um castelo
medieval. Na verdade, a acção muçulmana tomou grandes proporções,
devendo salientar-se que nesta freguesia se encontram vestígios seus,
nomeadamente na roseira natural de Porto Mouro, que ostentando
elementos de grande interesse arquitectónico, revela, sobretudo,
vestígios do período islâmico.
Em plena Idade Média, a actual freguesia, vê um pouco dispersa a sua
identidade cultural. A única referência escrita, e concreta, chegada
até nós sobre o lugar que actualmente ocupa, data do ano de 1927, no
qual aparece como povoação integrada na freguesia de Figueira dos
Cavaleiros. No entanto, através de Américo Costa, no seu Dicionário
Corográfico, soubemos que o Pe. Cardoso registara uma aldeia com este
nome, na freguesia de Nossa Senhora da Assunção que pertenceu ao antigo
e extinto concelho de Ferreira e Vilas Boas. Tratava--se da actual
freguesia de Canhestros, dado que Nossa Senhora da Assunção, foi mais
tarde integrada na freguesia de Ferreira do Alentejo, a qual tem por
orago, exactamente, Nossa Senhora da Assunção. Deste modo, somos
levados a concluir que a povoação de Canhestros, muito provavelmente,
terá sido integrada, primeiro, em Nossa Senhora da Assunção - tendo
pertencido ao arcebispado de Évora, provedoria da cidade de Beja e
ouvidoria do Azeitão - depois em Ferreira do Alentejo, mais tarde,
concretamente em 1927, em Figueira dos Cavaleiros, sendo elevada
posteriomente a freguesia em 1988. Nessa data, a população de
Canhestros viu coroada de êxito uma luta travada por uma aspiração, que
há tanto tempo a animava. A sua instituição como freguesia, conforme se
lê nos “Apontamentos sobre o concelho de Ferreira do Alentejo” ficou a
dever-se à acção conjunta dos órgãos de poder local, especialmente da
Câmara Municipal e da população de Canhestros que, sempre acreditaram
na justeza da sua pretensão.”
Freguesia de Ferreira do Alentejo
Descrição
Área total: 228.5 Km2
Densidade Populacional: 21.3 hab/km2
População: 4866
Actividades económicas: Comércio, serviços e agricultura.
Festas e Romarias: Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro)
Património: Capela do Calvário e igrejas matriz, de Nossa Senhora da Conceição e da Misericórdia.
Outros Locais: Zona de caça associativa.
Gastronomia: Bolos à Ferreirense, açorda de alho e tomate, carne de porco à alentejana, cozido de grão e sopa de migas.
Artesanato: Pinturas sobre mobília, olaria, ferro forjado e miniaturas em cortiça e madeira.
Colectividades: Bombeiros
Voluntários, Sociedade Filarmónica, Sporting Clube Ferreirense, Ginásio
Clube Ferreirense, Grupo Coral e Etnográfico, e
Centros de Convívio.
Orago: Nossa Senhora da Conceição.
Feiras: Anual (3.º domingo de Setembro)
Resenha Histórica
Situada numa pequena elevação,rodeada de extensas planícies, a
vila de Ferreira do Alentejo encontra-se no extremo sul deste concelho
e no seu limite com os de Aljustrel e Beja.
Aqui existiu um castelo, ao que parece fundado por D. Gualdim Pais, da Ordem dos Templários. A vila, que recebeu foral de D. Manuel I em 1516, pertenceu aos duques de Aveiro e depois à coroa.
Do património edificado de Ferreira do Alentejo, destaca-se a igreja
matriz. Quinhentista, sofreu já desde a sua construção diversas obras
de restauro. No interior, pode ver-se uma abóbada artesoada no
baptistério e, no altar de Nossa Senhora da Luz, uma tábua também
quinhentista.
Com cerca de seis mil pessoas, esta freguesia é tipicamente urbana,
pois tem como principais actividades o comércio e os serviços. A
agricultura, aqui, não desempenha o mesmo papel que no resto do
concelho.
Freguesia de Figueira de Cavaleiros
Descrição
Área total: 108.6 Km2
Densidade Populacional: 10 hab/km2
População: 1532
Actividades económicas: Agricultura, olivicultura, expl. de cortiça e pecuária
Festas e Romarias: Festas tradicionais (2.ª semana de Agosto) e S. Sebastião (Maio)
Património: Igreja Matriz e Poço Velho
Outros Locais: Pesca desportiva no rio Sado e zona de caça associativa
Artesanato: Trabalhos em buinho, miniaturas em madeira, bordados e tapetes
Colectividades: Grupo Cultural Os
Rurais Figueira de Cavaleiros, Sport Clube Figueirense, Grupo Coral
Infantil Figueira de Cavaleiros e Grupo Coral “Os Rurais de Santa
Margarida do Sado”
Orago: S. Sebastião
Resenha Histórica
A nove quilómetros da sede do Concelho, aFreguesia de Figueira dos
Cavaleiros encontra-se na margem esquerda da ribeira de Figueira,
afluente do rio Sado. É constituída pelos lugares de Figueira de
Cavaleiros e Santa Margarida do Sado.
O
seu curioso nome é explicado pelo Pe. António Carvalho da Costa na
“Corographia Portugueza” de 1706: “Esta freguesia tomou o nome de
Cavaleiros de vinte homens que tinham cavalos de regalo, e eram tão
insignes cavaleiros, que de muitas partes os chamavam para correrem nas
festas”. Quanto à parte Figueira do topónimo, é de proveniência
óbvia.
A fundação da freguesia de Figueira de Cavaleiros perde-se nas brumas
do tempo. Sabe-se, no entanto, que a instituição paroquial esteve
ligada à Ordem de Santiago de Espada, que deu origem à paróquia ao
edificar, na sua herdade da Figueira, uma ermida dedicada a S.
Sebastião, mais tarde transformada em igreja paroquial.
A igreja paroquial de Figueira de Cavaleiros, dedicada a S. Sebastião,
é o maior bem patrimonial desta Freguesia e merece por isso mesmo uma
visita daqueles que se deslocam a terras de Ferreira do Alentejo. Pena,
infelizmente, a acção negativa que sobre ele exerceu um grande
incêndio, ocorrido em 1942.
Interiormente, as características da igreja revelam algumas influências do período barroco seiscentista.
Ainda referência para uma velha pia baptismal, quinhentista, em pedra
da região. Existem nesta igreja dois altares. O altar de Nossa Senhora
do Rosário, ao Evangelho, conserva algumas imagens de valor histórico e
artístico, como a de Santa Ana (cinquenta centímetros) e S. Miguel
Arcanjo (sessenta e cinco centímetros), ambas em madeira estofada e de
arte popular setecentista.
O altar de Nossa Senhora de Fátima, que já foi de outra invocação
desconhecida, tem as imagens de S. Luís, bispo de Tolosa (sessenta e
seis centímetros) e de S. Pedro Papa (setenta centímetros). As duas
esculturas são em lenho estofado e terão sido construídas em oficinas
regionais dos séculos XVII-XVIII. Nos alçados, podem ver-se ainda
representações do Senhor Crucificado, de Santa Luzia, de Santa Bárbara
e de Santa Isabel da Hungria.
A nível administrativo, o termo de Figueira de Cavaleiros sofreu já
diversas alterações ao longo dos anos. Na segunda metade deste século,
foi desmembrado parte do seu território, que se viria a constituir numa
nova freguesia, a de Canhestros, que até aí fora um lugar seu
anexo.
É uma freguesia essencialmente rural. As actividades ligadas ao sector
primário, como a agricultura, a olivicultura, a exploração de cortiça
ou a pecuária, têm aqui uma clara preponderância.
Freguesia de Odivelas
Descrição
Área total: 108.6 Km2
Densidade Populacional: 6.4 hab/km2
População: 692
Actividades económicas: Agricultura, pecuária, expl. de pedra de Diurito, comércio e construção civil
Festas e Romarias: Santo Estevão (3.º domingo de Julho)
Património: Igreja Matriz e Ponte estilo romana
Outros Locais: Barragem de Odivelas, Zona de Caça Associativa e Miradouro
Gastronomia: Sopas de alho, cação, limado e tomate
Artesanato: Cestaria de junco
Colectividades: Grupo Desp. de Odivelas e Rancho Folclórico Infantil de Odivelas
Orago: Santo Estêvão
Resenha Histórica
É
uma das mais antigas freguesias do concelho de Ferreira do Alentejo,
embora nem sempre lhe tenha pertencido. Aqui se encontraram diversos
vestígios da civilização romana, sendo que passava por Odivelas a
antiga estrada militar do imperador Antonino Pio. Dos objectos
encontrados até hoje, destacam-se alicerces de construções, cerâmica,
moedas, mosaicos, silos
e diversas sepulturas. O Pe. André de Resende, por seu lado, descobriu
neste termo um marco miliário que comprovava a tal estrada militar da
época romana.
Um dos primeiros documentos relativos a Odivelas datam do século XIV. Em 1308, o concelho de Évora
fazia diversas doações de herdades nesta freguesia a João Moniz,
clérigo do rei. Do século XIX é a ponte de Odivelas, famosa pela sua
forte estrutura e coesão artística.
A
nível administrativo, esta freguesia pertenceu ao concelho de Alcácer
do Sal e ao do Torrão antes de ser integrada definitivamente no
concelho de Ferreira do Alentejo.
A
figura mais ilustre da história de Santo Estevão de Odivelas foi sem
dúvida Luís Cerdeira. Padre Jesuíta, entrou para a companhia em 1633 e
foi professor na Universidade de Évora e de Coimbra. Morreu na primeira
destas cidades em 1684.
Freguesia de Peroguarda
Descrição
Área total: 68.1 Km2
Densidade Populacional: 7.2 hab/km2
População: 401
Actividades económicas: Agricultura, olivicultura, vinicultura, pecuária, comércio, serralharia, carpintaria e construção civil
Festas e Romarias: Santa Margarida (fim de Julho) e Páscoa
Património: Igreja matriz, fontanário das Bicas e cruzeiro
Outros Locais: Zona de caça turística
Artesanato: Miniaturas em madeira, sapataria manual e trabalhos de costura
Colectividades:
Sporting Clube de Peroguarda, Grupo Coral Alma Alentejana, Grupo Coral
Infantil “Rebentos do Alentejo” e Grupo Coral Feminino
Orago: Santa Margarida
Resenha Histórica
A sete quilómetros da sede do Concelho, a Freguesia de
Peroguarda situa-se numa das mais importantes regiões cerealíferas do
País. É a típica aldeia alentejana, em toda a sua dimensão. Está no
extremo oriental do concelho e no seu limite com o de Beja, ao qual,
aliás, pertenceu até ao século passado. O seu povoamento é muito
antigo. No termo da freguesia, têm aparecido no decorrer de diversas
escavações arqueológicas muitos vestígios de civilizações antigas:
luso-romanas, visigóticas, árabes. Em inúmeras sepulturas então
encontradas, apareceram ossadas humanas a conviver com objectos de
barro, lacrimatórios, lucernas e candelabros.  O
sítio da casinha da Pólvora, na parte norte da freguesia, foi aquela
que possibilitou o maior número de vestígios. O mais importante deles,
no entanto, foi uma lápide funerária luso-romana, de pedra regional e
com uma inscrição latina, que durante muitos séculos permaneceu
desconhecida na ombreira da Casa de Santa Margarida, e que acabou por
passar para a posse do município de Ferreira do Alentejo. Quanto ao
nome da freguesia, parece estar relacionado com alguma figura
importante durante a Idade Média. Um tal de Pero Guarda, muito
provavelmente, que aqui viveu e foi dono da terra, e que depois de
morrer lhe deixou o seu nome como imorredoiro legado. Alguns autores
aventam a hipótese de ter sido um grande latifundiário do século XV. Em
termos eclesiásticos, a freguesia foi um curato da apresentação do
arcebispo de Évora, antes da criação da diocese de Beja, passando
posteriormente a priorado. O seu prior tinha de rendimento anual cento
e oitenta alqueires de trigo. A nível administrativo, foi do concelho
de Beja até 1839, passando desde aí para o de Ferreira do Alentejo,
onde se encontra hoje. Ana Barbosa e Leonor Briz, em “Viagens na Nossa
Terra”, referem-se a esta freguesia no seu roteiro entre Ferreira do
Alentejo e Beja: “Procure a saída para Beja e, percorridos dois
quilómetros, desvie cuidadosamente para a esquerda, na direcção de Cuba
e Beja. O próximo destino é a pequena e ancestral povoação de
Peroguarda, onde têm sido encontrados múltiplos vestígios das
civilizações luso-romanas e visigótica. A igreja paroquial de Santa
Margarida, de fachada seiscentista, tem um interior interessante:
mantém do período de Quinhentos a abóbada de n  ervuras
que recobre a capela de Nossa Senhora do Rosário e, sob a mesa do altar
da capela do Santo Cristo, esconde um túmulo do Senhor Morto, fechado
por portas de madeira pintadas com as figuras da Virgem Dolorosa e de
S. João Evangelista, da época filipina. Para visitar, procure a D. Inês
(Rua do Lobo, 6), que faz tapetes de Arraiolos, veste bonecas com
trajes regionais e é um activo membro do Grupo Coral de Peroguarda.”
Além da Igreja Matriz, dedicada a Santa Margarida, deve destacar-se uma
quinta agrícola, à entrada da Freguesia, que em tempos pertenceu ao
lavrador José Francisco Sevinate. O seu casario, sobretudo, é de uma
grande beleza regional. Aqui esteve, no ano de 1916, o Visconde de Vila
Moura, que na época escreveu um interessante depoimento etnográfico
sobre o Alentejo, considerando a aldeia “das mais lindas e
características da região”. Prenunciando, quase se diria, a
classificação feita anos mais tarde pelo S. N. I. de aldeia mais típica
do Baixo Alentejo. Como se disse anteriormente, Peroguarda é uma das
mais alentejanas freguesias do Alentejo. Tanto que, aquando do concurso
“Aldeia mais portuguesa”, organizado pelo Secretariado Nacional de
Propaganda durante a ditadura salazarista (1938), foi uma das quatro
aldeias da região a ser visitada. Porque simbolizava bem o Alentejo.
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